Lobisomem
A crendice popular e vulgar, afirma que há homens que se transformam em algum tipo de lobo, e vagueia em noites de sexta-feiras, assusta, fere, mata e volta ao seu estado anterior sem lembrança alguma do que causou e tão pouco do que aconteceu.
Não é apenas um mito. Não é apenas uma crendice popular. Há de fato homens que assim agem. Homens que ferem seus filhos. Ferem suas esposas. Fere seus familiares. Mata seus vizinhos. Atacam quem passa por perto.
Há homens que assim agem, assim vivem, e à semelhança do mito do lobisomem, toda esta maldição acaba quando alguém, o mata, o acerta, o fere, e quebra-lhe o encanto e tal maldição.
Quantos homens você conhece que age de forma animalesca, feroz, voraz, instintiva com seu familiares. E a todos ferem?
A injustiça talvez, seja o fato, de dizer, que esta parte animal seja um lobo.
Os lobos não são irracionais a tal ponto. Os lobos não agem desta forma tão humana e descontrolada.
Os lobos vivem em grupos familiares chamados de alcatéia. Sua liderança é feita por um macho e uma fêmea alfa, que são os reprodutores. […] Os outros membros são em geral ninhadas mais velhas, mas podem ser também lobos não relacionados à família.
Quando a fêmea alfa vai ter filhotes, ela cava uma toca e permanece nela por semanas, pois é ali que os filhotes nascem e vivem seus primeiros dias, quando são mais frágeis.
A mãe não permite que ninguém entre, nem mesmo o lobo alfa, a menos que seja para lhes trazer comida. Quando os filhotes estão grandes o suficiente, eles são levados para fora da toca e apresentados aos outros membros da alcatéia.
Todos os membros cuidam dos menores.
O grupo se reveza patrulhando o território, caçando e tomando conta dos filhotes. Os lobos que chegam de uma caçada regurgitam pedaços de carne para os jovens.
Quando os lobos crescem, poderão sair da alcatéia para formar o seu próprio grupo familiar. Os machos tendem a sair mais cedo do que as fêmeas.
Os tais homens, que por motivo qualquer, se transforma em uma fera, ainda que injusta a referência aos lobos, é verdadeira. É a triste realidade de muitas famílias espalhadas pelo mundo que sofre com tais besta-feras, e culpam o descontrole, a loucura, a bebida, o desemprego, a palavra da moda: o estresse, e tantas outras desculpas que se arrolam para justificar, a atitude cruel de um homem bruto, iracundo, raivoso, intolerante, agressivo.
Existem muitas explicações para a existência do lobisomem, porém, uma parte delas, é evidente a volição do sujeito envolvido.
Ele, de fato, quer e deseja tal comportamento. Ele o busca.
- “Lobisomem se transforma à meia noite de sexta-feira, em uma encruzilhada. […] Antes do amanhecer, ele procura a mesma encruzilhada para voltar a ser homem”;
- “[…] ele se transforma se espojando onde um jumento se espojou e dizendo algumas palavras do livro de São Cipriano”
- “… mudam de forma a hora que querem e sabem o que estão fazendo quando se transformam”
Só não é compreensivo, porque se faz tal ação, para ferir justamente aqueles que, o quer bem, que esta na sua esfera de amor, e proteção, que faz parte de sua família, ou, no caso, é a sua alcatéia.
Existem, o vampiros, e existem os lobisomem, e eles estão entre nós.

Fevereiro 10th, 2009 at 1:54 am
[…] o vampiros, e existem os lobisomem, e eles estão entrenós. […]
Fevereiro 10th, 2009 at 7:16 am
Tenho medo de lobisomem, vampiro, mula-sem-cabeça, boi-tatá!
O pior não é saber que esse tipo de homem existe. O pior é saber que há mulheres, familias inteiras, que dependem desse tipo de homem. É essa dependência emocional, financeira que, na verdade, me assusta; pois para ela sempre haverão desculpas em nome da “familia”.
Beijos