PLANO
DE EVANGELIZAÇÃO DA DIOCESE DE IRECÊ
2003 - 2006
APRESENTAÇÃO (D. TOMMASO)
Saudações
fraternas e amigas a todos vocês Sacerdotes, Religiosas,
Leigas e Leigos.
A Igreja particular de Irecê se prepara para celebrar
os seus 25 anos de existência e fiel à sua própria
história procura continuar a caminhada de ser Igreja
Missionária em comunhão e missão, evangelizada
e evangelizadora.
Fortalecer a organização é favorecer
na Diocese o processo de formar e renovar as comunidades.
Esta publicação nos leva a percorrer a Diocese,
conhecendo o Plano Pastoral; as Paróquias e os seus
Padres; as Coordenações de Pastorais na composição
dos Zonais; os Seminários e os Institutos de Vida Religiosas.
É o guia para melhor participar na vida da Igreja que
aqui e agora, na comunhão entre nós e com Cristo,
se identifica como Diocese em missão.
Tomemos este impresso em nossas mãos, olhemos para
o mapa e alegres, na Eucaristia e na Palavra de Deus, sejamos
a Comunidade dos irmãos e irmãs de Jesus presentes
na Diocese de Irecê.
Levemos à frente nossa Pastoral de Conjunto, dando
novo vigor à nova evangelização.
A todas e a todos abençôo em nome do Senhor.
Dom
Tommaso Cascianelli, C.P
Bispo Diocesano
INTRODUÇÃO
Reunidos
em equipe, na cidade de Canarana - Bahia no dia 17 de janeiro
de 2004, 10 pessoas, entre elas Cristãos Leigos e Leigas,
Religiosos e Religiosas, Presbíteros e o Bispo Diocesano
- Dom Tommaso Cascianelli, C.P- que desejam encarnar o tema
da 14ª Assembléia Diocesana, que teve como relevância
o novo documento de Ação Pastoral nas DGAE (Diretrizes
de Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil).
O objetivo desta reunião foi elaborar um Plano de Evangelização
para a Diocese à luz das Diretrizes, destacando os
princípios que devem dar unidade à Evangelização
nesta Igreja particular:
1º - Organizar os trabalhos existentes em prol da Evangelização
na Diocese, firmando em cada ação o Anúncio,
Serviço, Diálogo e o Testemunho de Comunhão.
2º- Buscar pistas para dinamizar as Pastorais, em especial
a Juventude e a Catequese.
3º - Fortalecer as Pastorais Sociais e a criação
da CPT
A complexidade dos desafios que a sociedade coloca hoje aos
evangelizadores, o documento sugere portanto, a distinção
de três âmbitos ou áreas de ação:
pessoa, comunidade e a sociedade. Para cada âmbito,
foram formulados: o desafio; a proposta cristã; as
pistas de ação. (cnf. DGAE)
Mais uma etapa do Planejamento Pastoral de 2003 a 2006 desta
Diocese em prol da Evangelização. Esta é
a síntese das contribuições recebidas
dos Zonais com suas respectivas pastorais e movimentos. Com
muito empenho e dedicação, procuremos aproveitar
este material, de modo que possamos, passo a passo, delinear
o perfil desta Diocese. Que nossas ações sejam
constituídas com forte ardor missionário de
forma participativa e eficaz
[topo]
1. OBJETIVO GERAL:
Evangelizar
proclamando a Boa - nova de Jesus Cristo, caminho para a santidade,
por meio do serviço, diálogo, anúncio
e testemunho de comunhão, à luz da evangélica
opção pelos pobres, promovendo a dignidade da
pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e
participando da construção de uma sociedade
justa e solidária, a caminho do Reino definitivo.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS:
- Renovar
a consciência da identidade e missão da igreja
presente em Irecê.
-
Vivenciar a docilidade do Espírito para discernir
os novos desafios em relação à pessoa,
à comunidade e a sociedade.
-
Manter vivas e perseverantes as Comunidades Eclesiais.
-
Evangelizar com renovado Ardor Missionário frente
às quatro pistas de ação: Serviço,
diálogo, anúncio e testemunho de comunhão,
à luz da Evangélica Opção Preferencial
pelos Pobres.
[topo]
2.
PRIORIDADES - EVANGELIZAÇÃO INCULTURADA
Para
que o anúncio do evangelho na realidade concreta do
povo de Deus presente na Diocese de Irecê, aconteça,
a Assembléia Diocesana assumiu alguns compromissos
urgentes em nível de organização de Pastoral
de conjunto a Pastoral da Juventude e a pastoral Catequética.
2.1.
PASTORAL DE CONJUNTO E FORMAÇÃO
a.
Dinamizar a Pastoral de Conjunto, criando e fortalecendo os
Conselhos, Diocesanos, Zonais, Paroquiais e Comunitários,
elaborando Planos de Evangelização, em cada
Paróquia, buscando a integração de suas
comunidades, dos Movimentos e Pastorais.
b. Formação integral de lideranças de
cristãos leigos e leigas, objetivando em particular
os aspectos Bíblicos, Teológicos, Sociais, Litúrgicos
e Catequéticos.
2.2.
DESTAQUE E PRIORIDADES PASTORAIS
A
assembléia destacou a Pastoral da Juventude e a Pastoral
Catequética, para receber uma atenção
especial na Diocese e a mesma Assembléia solicitou
a valorização das Pastorais Sociais com a criação
da CPT (Comissão da Pastoral da Terra).
Lembretes:
1. As prioridades do Plano de Evangelização
anterior foram: Pastoral do Dízimo, Pastoral Familiar
e Pastoral Vocacional.
2. Diretrizes nº 198
3. Diretrizes nºs 23, 24, 32 34, 40
[topo]
3.
EIXOS DA AÇÃO EVANGELIZADORA:
Objetivo:
Promover
a conversão da pessoa à vida de fé, respeitando
a sua dignidade
Contribuir no processo de definição da identidade
da pessoa na sua dignidade e liberdade de filha de Deus no
contexto de uma sociedade pluralista e empobrecida através
do Serviço, diálogo, anúncio e Testemunho
de Comunhão.
Desafios:
1.
Pluralismo religioso (Insatisfação pessoal;
falta de convicção)
2. Consumismo (Faz do ser humano um mercado)
3. Degradação Ambiental (Morte de rios, caça
indiscriminada)
4. Falta de consciência política (Venda do voto,
política dominadora que predomina o coronelismo)
5. Política Sindical (Sindicatos que até tem
o que reivindicar, mas não tem proposta)
6. Resgate e valorização das famílias
fortalecendo os valores sociais.
7. Enfraquecimento das comunidades tradicionais
PISTAS
DE AÇÃO:
3.1 QUANTO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA:
Objetivo:
Ajudar as pessoas a alcançar seu desenvolvimento humano
conforme o Plano de Deus, priorizando os mais pobres e excluídos.
Desafio:
Promover na Igreja a igual dignidade de todos os batizados,
incentivando a participação ativa de todos os
fiéis e valorizando as diferentes vocações.
Serviço
a.
A colhida e orientação ... escutar ajudar a
encontrar uma solução
b. Atenção às necessidades básicas...
alimentação, saúde, moradia..
c. Formação da juventude e de agentes para trabalhar
com eles
d. Educação fundamental
Diálogo
1.
Educar as pessoas para o diálogo
2. O diálogo tem como modelo o amor desinteressado
e radical que Jesus ensinou e viveu
3. Amadurecimento na fé para compreender as outras
religiões
4. Valorização do Diretório Ecumênico
e promoção da Semana de Oração
pela unidade dos cristãos.
Anúncio
1.
O anúncio explícito de Jesus Cristo deve levar
ao encontro com a pessoa de Jesus e ajudar a adesão
a ele e o compromisso de segui-lo.
2. Incentivar a missão "ad gentes" e organização
missionária nas Dioceses
3. Incentivar o anúncio pelos Meios Comunicação
Social.
4. Anunciar a Boa Nova não é um ato de imposição,
mas de testemunho de vida
Testemunho
de Comunhão
1.
Incentivar a formação de comunidades fraternas,
e dentro delas, pequenas comunidades, com relações
mais diretas e pessoais, articulação entre comunidades,
pastorais, a prática das coordenações
e das assembléias.
2. Desenvolver a consciência crítica, oferecendo
informação e formação.
3. Valorização da ação de leigos/as
como membros vivos da comunidade eclesial e testemunhas de
Cristo no mundo
4. A valorização da presença da mulher
na evangelização.
3.2.
RENOVAR A COMUNIDADE
Objetivo:
Criar condições para que as pessoas possam viver
relações de solidariedade e de fraternidade
que permitam sua plena realização humana e cristã.
Desafio:
Busca de relações mais humanas frente: à
fragmentação da vida, ao isolamento dos indivíduos,
ao enfraquecimento das famílias, à diluição
da vida comunitária, à violência.
Serviço
a.
Educação à solidariedade e à fraternidade.
b. defesa dos direitos das famílias e das pequenas
comunidades.
Diálogo
a.
Respeito pela liberdade religiosa
b. Superar a discriminação racial
c. Empenho para superar toda forma de discriminação
Anúncio
a.
A própria comunidade cristã deve ser ela mesma,
anúncio. Comunidades vivas, de partilha, de serviço,
de acolhida, de celebração, de caridade fraterna...
Testemunho
de Comunhão
b.
Atenção às boas relações
entre instituição e comunidade: Nova estrutura
para a evangelização, atendimento e acolhida,
comunidades de base e outros grupos de evangelização
c. Valorização das pequenas comunidades, grupos
e movimentos: como lugar mais humano, afetivo, acolhedor e
de participação: espiritualidade e conjuntura
3.3.
CONSTRUIR UMA SOCIEDADE SOLIDÁRIA
Objetivo:
Valorizar as pequenas comunidades construindo uma sociedade
solidária
Desafio:
Incentivar iniciativas e práticas solidárias,
reivindicando políticas públicas adequadas e
participando na política, mostrando que o cristianismo
é fermento de libertação da pessoa e
de transformação e progresso da sociedade.
Serviço
a.
Participar nas iniciativas da sociedade civil e instituições
públicas- parcerias
b. Atender as necessidades reais e urgentes, estabelecendo
prioridades
Diálogo
a.
Diálogo e respeito às tradições
culturais e religiosas dos povos indígenas e afros
descendentes.
b. Promover o diálogo sobre as grandes questões
éticas, as que atingem a vida.
c. Apoio às políticas que favoreçam a
inclusão social
Anúncio
a.
A coerência da vida dos cristãos com a fé.
Cristianismo como fermento de transformação
da sociedade
b. Atenção aos jovens como protagonistas da
evangelização e artífices da renovação
social
Testemunho
de Comunhão
a.
Educação para a solidariedade - formação
na ação
b. Ações para superar as desigualdades econômicas,
sociais na sociedade e no interior da própria igreja
c. Estudo da doutrina social da igreja
[topo]
4.
MINISTÉRIOS
4.1.
Ministério Palavra - está situado dentro do
contexto do anúncio, do diálogo no serviço
que gera comunhão. Ë necessário alimentar-se
da palavra para tornar-se servo da mesma. Proclamação
e escuta da palavra tem que ocupar o lugar central da liturgia,
nela Cristo está presente. Deve-se ter o empenho de
todos para que esta palavra seja ouvida e vivida com responsabilidade
num conjunto de fé e vida, na formação
bíblica, na catequese, na família, na escola,
no trabalho e na vida social de modo geral, deve-se comunicar
valores cristãos diante da pluralidade de culturas.
A formação de pessoas competentes para assumir
esta missão. "É pela pregação
da palavra que todos tem acesso à fé"
4.2.
Ministério da Liturgia - Momento que reúne a
comunidade para celebrar a vida, alimentar a fé no
louvor como manifestação e concretização
da unidade na presença de Cristo, na força do
Espírito Santo que convoca "A Eucaristia edifica
a Igreja, e a Igreja faz a Eucaristia". Pela graça
do Batismo os Cristãos tem o direito e a obrigação
de participar de forma plena, consciente e ativa, das celebrações
litúrgicas.
As comunidades valorizem a celebração dos tempos
litúrgicos, ressaltando a espiritualidade e as atitudes
próprias de cada tempo, sempre na perspectiva do mistério
pascal.
Os sacramentos são sinais da comunhão com Deus
em Cristo, que marcam com sua graça, momentos fortes
da vida.
A veneração a Nossa Senhora, modelo dos discípulos
e discípulas e dos Santos e Santas, seguidores de Jesus,
aproxima-nos também de Cristo e mantém aberta
no coração das pessoas, especialmente das mais
pobres, à procura do Deus verdadeiro, Deus-Conosco.
4.3.
Ministério da Caridade - O amor cristão tem
duas faces inseparáveis: faz brotar e crescer a comunhão
fraterna entre os que acolhem os bens e os que nada tem e
a solidariedade que leva ao serviço dos pobres, ao
cuidado para com os sofredores, o socorro de todos os que
precisam, sem discriminação. É preciso
ter cuidado para não atender apenas às antigas
formas de pobreza, mas também às novas, que
surgem em conseqüência das numerosas mudanças
econômicas e sociais dos últimos anos e atingem
novos segmentos da população. Não cair
no assistencialismo paternalista. Mas fazendo com que o serviço
da caridade envolva aqueles a quem servimos, não como
objetos, mas como sujeitos da conquista de seus direitos como
pessoas criadas à imagem de Deus. Assim, a escuta da
Palavra, comunhão fraterna e compromisso com a justiça,
alimenta e expressa a espiritualidade "batismal",
que configura o cristão com Cristo e o faz viver como
filho, irmão e servidor.
Lembretes:
Ministério da Caridade - Ler DGAE nº 19,37 e 39
Ministério da Liturgia - Ler DGAE nº 19, 26 e
28
Ministério da Palavra - Ler DGAE nº 19, 20 - 22
e 135
[topo]
5.
EXIGÊNCIA DA EVANGELIZAÇÃO INCULTURADA
5.1
SERVIÇO E PARTICIPAÇÃO NA TRANSFORMAÇÃO
DA SOCIEDADE PELO BEM DOS POBRES
Para
uma Ação Transformadora, é preciso tornar
as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora
(Projeto "Queremos Ver Jesus") mais conhecida, através
de estudos nas Paróquias, Zonais e Diocese, capacitando
lideranças, no espírito de recepção
criativa das mesmas.
É necessário viver as Diretrizes dentro da mística
de cada Pastoral; expandir as ações das Pastorais
Sociais para além das áreas de atuação
tendo o documento como base .
Para vivenciar as DGAE é necessário uma evangelização
encarnada na cultura do povo, visando as parcerias com os
Sindicatos, Associações de Moradores, Poder
Público, Iniciativa Privada, Conselhos Comunitários,
etc.
Lembrete:
Ler DGAE nºs 123;155;156
E ainda 158;186;193
5.1.1
PASTORAL DA CRIANÇA.
É
um organismo de Ação Social da CNBB., cuja finalidade
é trabalhar a saúde, nutrição,
e educação da criança do ventre materno
aos 6 anos, envolvendo diretamente as famílias em suas
comunidades. Esta organizada assim na Diocese: Coordenação
Diocesana e equipe; Assessoria; Coordenação
de zonal; Coordenação Paroquial e Equipe; Coordenação
Comunitária; Líderes e Famílias.
5.1.2
PASTORAL SOCIAL
Para
ser fiel à Opção Evangélica pelos
Pobres a Assembléia pede que se dinamize a Pastoral
Social especialmente entre os trabalhadores rurais que são
os mais sofridos dos mais sofridos. Onde os agentes das Comunidades
Eclesiais de Base sejam apoiados em suas iniciativas em favor
dos trabalhadores rurais inclusive com a ajuda financeira
do Fundo de Solidariedade.
Lembrete:
As pastorais sociais estão inseridas no ministério
da caridade; nas pistas de ação 3.3. Construir
uma Sociedade Solidária . Ler DGAE ministério
da caridade nº 37s.
5.1.3.
PASTORAL DE COMUNICAÇÃO
Diante
do contexto deste novo milênio, onde se percebe uma
sociedade dominada pela tecnologia e a economia competitiva,
que está perdendo a Ética e Política,
uma Sociedade exposta à massificação
pelos meios de comunicação de massa; a Diocese
incentiva à criação da Pastoral da Comunicação
para buscar a realização de todo que neste meio
possa facilitar a difusão da Boa Nova do Evangelho:
Boletins informativos, programas de rádios, Internet,
leitura crítica dos mesmos, etc.
5.1.4
CÁRITAS DIOCESANA:
É
o trabalho da Ação Social realizado pela Diocese,
apoiado pela Cáritas Nacional e Regional. Os benefícios
recebidos via processo rotativo, visa atender famílias
e comunidades carentes.
Cáritas Paroquial pode ter e seguir o mesmo perfil
da Ação Social Diocesana, desde que desenvolvida
e gestada com os mesmos objetivos. Tem autonomia própria
para desenvolver a gestão dos seus trabalhos sociais.
Os trabalhos sociais devem ser desenvolvidos em forma de mutirão
com as famílias e em parceria com outras entidades
como: Associações, Prefeituras, Escolas, etc.
Prioridades da Cáritas Diocesana: Construção
de Cisternas de Placas; Formação de lideranças;
Promoção da Cidadania (Seminários, debates,
etc); Apoio às Pastorais Sociais.
5.1.5. DIÁLOGO COM AS CULTURAS E OUTRAS RELIGIÕES
Para
vivenciarmos a proposta das Diretrizes Gerais, na exigência
do diálogo em nossa Diocese é necessário
formar uma equipe diocesana de ecumenismo e diálogo
Inter-Religioso, que trabalhe nas Paróquias e Municípios
da Diocese o diálogo com os cristãos e não
cristãos. Uma equipe que estude e assessore encontros
nos Zonais e Paróquias da Diocese.
É importante promover encontros, trabalhos sociais
que visem a defesa da dignidade humana e não a exclusão
em parcerias cm outras religiões Cristãs e não
Cristãs
5.1.6. COMIDI (Comissão Missionária Diocesana)
Visa
animar e articular a Dimensão Missionária Diocesana,
favorecendo o anuncio da Boa Noticia, com verdadeiro Ardor
Missionário, numa Evangelização encarnada
nas diferentes culturas.
Propriedades: Missões Populares; Motivar a ação
missionária como um todo; Criação e animação
Infância Missionária nas paróquias.
5.1.7
INFÂNCIA MISSIONÁRIA
Despertar
na criança o desejo de ser missionário (a);
que sejam sensíveis para com os direitos e os deveres
do cidadão; firmar a cada dia seu papel na Igreja como
batizados e chamados (as) à missão; Ajuda-los
a fazer uma reflexão mais ampla da questão sócio-política
e cultural na sua realidade local e do mundo.
5.1.8.
CATEQUESE
A
catequese, educação permanente da fé
deve ser vivida como fonte de espiritualidade num processo
de educação pessoal e comunitária progressiva
e contínua.
5.1.9.
PASTORAL DA LITURGIA
É
uma realidade em muitas Paróquias e nos Zonais. A Assembléia
deve incentivar a organização da Pastoral da
Liturgia em nível Diocesano. Para promover a animação
da vida litúrgica através de cursos de liturgia
e canto pastoral.
[topo]
6.
DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA
6.1.
CEB's (Comunidades Eclesiais de Base)
As
CEB's se organizam em pequenas comunidades e grupos que refletem
a realidade Sócio-Política-Econômica-Cultural,
respeitando as diversidades, a partir da palavra de Deus,
com o objetivo de criar uma consciência crítica,
visando a transformação desta sociedade capitalista,
através dos articuladores diocesanos, zonais e paroquiais.
6.2.
PASTORAL DA JUVENTUDE
A
PJ visa o protagonismo dos jovens na comunidade numa ação
transformadora dos jovens que vivem numa situação
de morte e exclusão, capacitando-os para a vivência
de uma espiritualidade encarnada e participativa em vista
do revigoramento da fé e do testemunho. Coordenação
Diocesana composta pelos coordenadores dos zonais; Assessoria:
Uma Diocesana( geral) e dos Zonais.
6.3.
PASTORAL FAMILIAR
É
a Ação Evangelizadora direcionada às
famílias, que se realiza na Igreja de forma organizada
e planejada, por meio de agentes específicos, com metodologia
própria.
Principais objetivos:
* Evangelização da família e sobre a
família;
* Oferecer instrumentos necessários para a formação
e promoção da família;
* Fornecer orientações para a vivência
familiar;
* Levar a todos a boa nova do sacramento do matrimônio;
* Transformar a sociedade pela obra de evangelização
humana e cristã.
6.4.
PASTORAL DO DÍZIMO.
Fundamento, espiritual bíblico - devolver o dízimo
é uma forma de reconhecer a Deus como Senhor de todas
as coisas e também para receber suas bênçãos;
Identidade: Ato de fé e partilha; Finalidade - Manutenção
da Igreja.
" Continuar a desenvolver a Pastoral do Dízimo
nas Paróquias, estendendo-se às comunidades
e organizando uma equipe Diocesana para assessorar os trabalhos
realizados nas paróquias.
" Que haja prestação de contas mensal para
todos, de modo claro e simples, para favorecer uma melhor
participação.
" Buscar outras formas de arrecadação,
evitando laços com aproveitadores (politiqueiros e
outros), que possam prejudicar a caminhada evangélica
e livre da comunidade.
" Favorecer a partilha entre todos, atentos aos mais
necessitados, sem cair no assistencialismo e paternalismo.
" Em cada Paróquia crie-se o Conselho Econômico
Paroquial.
6.5.
PASTORAL VOCACIONAL
O
Senhor chama em vista de uma missão especial a serviço
do povo de Deus. Chama como quer, quando quer e a quem quer.
O Pai escolhe, o Filho chama e o Espírito Santo envia
para a missão (cf.doc. Congresso Vocacional).
A Pastoral Vocacional da Diocese busca vocacionalizar as Comunidades,
Pastorais e Movimentos de modo que todos se sintam chamados
a viver sua vocação humana, cristã e
especifica, seja assumindo um ministério ordenado ou
um ministério não ordenado na comunidade cristã.
6.6.
PASTORAL DOS SACRAMENTOS
Objetivo:
Visa despertar a consciência do compromisso sacramental,
tornando-se sinal de pertença comunitária através
do testemunho de vida e missionária; Fortalecer esta
Pastoral elaborando novos critérios e normas quanto:
Formação para pais e padrinhos; definição
quanto ao tempo necessário para formação
dos catequizandos e administração dos sacramentos.
6.7.
ECC (Encontro de Casais com Cristo)
É
um serviço, a igreja para co-agilizar as famílias
primeiro núcleo da inculturação e da
evangelização " a Igreja Doméstica"
e " Santuário da Vida" é para despertar
os casais e preparar as pastorais, devidamente integrados
na Pastoral de Conjunto da Diocese.
São três as etapas:1º Encontro - Despertar,
evangelizar e missionar. 2º encontro - Catequético
é o aprofundamento para os engajados, e os que desejam
se engajar. 3º encontro: Compromisso - transformados,
para o que busca mudar as estruturas injustas da sociedade.
Só que na Diocese só tivemos a primeira etapa
(exclusivamente) Paroquial (Serviço).
6.8.
RCC. (Renovação Carismática Católica).
Tem
como identidade do seu "Ser Igreja" a experiência
do Pentecostes que transforma vidas, gera o impulso missionário
para a evangelização que é realizada
com a implantação dos carismas, para que a fé
não seja fundamentada na sabedoria humana, mas no poder
de Deus. Contamos hoje com a E.P.A. ( Escola Paulo Apóstolo
) nove grupos de oração e proposta de implantação
das secretarias: Ágape (família) Marta ( promoção
humana) Marcos ( jovens) David ( música) para fazer
acontecer a pastoral de conjunto.
6.9.
APOSTOLADO DA ORAÇÃO
Identidade:
Oração e Ação, que é um
componente chave para o sucesso espiritual do povo de Deus;
Sua estrutura e organização vem do Nacional,
difundindo-se até as comunidades. Existe a mais de
um século na nossa Diocese e tem como finalidade de
incentivar o amor pelo coração de Jesus conscientizando
as famílias a se consagrarem ao Coração
de Jesus para crescerem na fé e no amor através
do exemplo do filho de Deus.
6.10.
LEGIÃO DE MARIA.
Preparar
equipe Diocesana para a formação; Promover encontros;
Retiros - mostrando espiritualidade da Legião de Maria;
Dedicação a formação de lideranças,
objetivando os aspectos bíblicos, litúrgicos
e espirituais
6.11.
MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA
"O
banquete eucarístico , estimula, de fato quem nele
participa a comprometer-se na missão, para que a todos
seja dado conhecer o Evangelho da Salvação e
o convite a alcançar os seus frutos"
Tem como objetivo avivar as comunidades nos cultos; Auxiliar
os sacerdotes na distribuição da Eucaristia;
Confortar e animar os doentes, ajudando-os a valorizar seus
sofrimentos pela união com Cristo sofredor e ressuscitado.
6.12.
PASTORAL DO IDOSO
Tem
como objetivo:
* motivar todas as pessoas para que iluminadas pelos valores
evangélicos, sejam construtoras de novas estruturas
e que assegurem a valorização integral às
pessoas idosas e respeito aos seus direitos.
* Chamar à atenção das pessoas e da sociedade
em geral no que diz respeito às responsabilidades de
todos em relação às pessoas idosas, de
modo que cada um se sinta motivado a assumir o seu papel.
6.13.
CPT (Comissão da Pastoral da Terra)
A
CPT , tem como objetivo de sua ação ser uma
presença solidária, profética, ecumênica,
fraterna e efetiva, que presta um serviço educativo
e transformador junto aos povos da terra, para estimular e
reforçar seu protagonismo em suas lutas pela reforma
agrária e agrícola e sempre na vontade de ser
"fiel ao Deus dos pobres, a terra de Deus e os pobres
da terra", engajando-se na construção de
uma sociedade justa, solidária e fraterna.
Por isso a CPT:
" Apóia a retomada da terra por parte dos povos
indígenas e comunidades
" Contesta o latifúndio, seja produtivo ou improdutivo,
por ser sempre concentrador e excludente.
" Apóia a busca, captação e acesso
à água, principalmente para as populações
do semi-árido nordestino e a luta pela preservação
dos rios e lagos das populações ribeirinhas.
" Reivindica o direito ao trabalho e à sua dignidade,
contra o desemprego, a precarização das condições
de trabalho, o trabalho escravo e infantil.
" Participa ativa e organizadamente da indignação
nacional contra todas as formas de violência e impunidade
e da construção de uma justiça a serviço
do povo.
O trabalho da CPT é um trabalho de base que busca priorizar
a convivência fraterna com o Povo, a formação
integral dos trabalhadores e trabalhadoras e agentes e a memória
dos mártires da terra.
6.14.
DIRIGENTES E ANIMADORES DO CULTO:
Afervorar
e coordenar com sabedoria e disposição o culto
dominical e a vida cristã da comunidade.
[topo]
7. EVANGELIZADORES
7.1.
CDL
É
a organização integrada de representantes das
Pastorais e Movimentos visando a vivência harmoniosa
dos carismas e ministérios. (conforme doc. 62 CNBB
doc. leigos). Como entidade e representatividade eclesial
dentro da Igreja visa está empenhada na formação
integral da vivência sacramental dos Leigos como também
interagir nas necessidades de transformações
da nossa sociedade. É uma Sociedade Civil de âmbito
Diocesano sem vínculo político partidário,
nem fins lucrativos, que congrega e representa conforme estatuto.
Assumimos as Diretrizes da Ação Evangelizadora
na Igreja no Brasil.
7.2. MINISTÉRIO ORDENADO (Presbitério)
É
o elo visível de ligação entre as diversas
categorias do povo de Deus. Tem papel decisivo para impulsionar
a Igreja para a Evangelização. Espera-se dele
um especial esforço no desempenho de sua missão
e na animação da Comunidade Evangelizadora;
Deus está prioritariamente ao serviço do "Sacerdócio
Comum" dos fiéis, para isso, precisa de formação
permanente e profunda espiritualidade, numa perspectiva missionária.
Cabe ao Presbitério presidido pelo Bispo, a fundamental
tarefa de unir e motivar a todos os membros da Comunidade
Diocesana a assumirem, com generosidade este "Imenso
Mutirão Evangelizador", destacando o protagonismo
do Cristão Leigo ( RNM88).
7.2.1.
COLÉGIO DOS CONSULTORES
É
o grupo de Presbíteros escolhido pelo Bispo Diocesano
para serem os primeiros colaboradores do Bispo nas decisões
que o mesmo deve tomar
7.3.VIDA
CONSAGRADA (CRB) ( Conferência dos Religiosos no Brasil
).
É
um serviço de animação da V.R. e está
organizada em regionais e estes em núcleos Diocesanos,
onde é dinamizada a vida religiosa através dos
objetivos e orientação da CRB. Nacional, caminhamos
em sintonia com a Igreja particular.
[topo]
8.
ORGANIZAÇÃO PASTORAL
8.1
CODIPA (Conselho Diocesano de Pastoral)
O Conselho Diocesano de Pastoral é formado
pelo Bispo Diocesano, Padres, Coordenadores dos Zonais, Coordenadora
da CRB, Presidente do Conselho Diocesano de Leigos (as) e
por todos os Coordenadores ou Diretores Espirituais das Pastorais,
Associações, Organismos ou Movimentos Eclesiais
que consta no Organograma de Evangelização da
Diocese de Irecê.
O Conselho deve eleger um Coordenador (a) para cada um dos
3 Eixos da Ação Evangelizadora na Diocese, o
Coordenador (a) da Comissão será membro do CODIPA.
8.2
EQUIPE DE PASTORAL DIOCESANA
É
um grupo de reflexão que a convite do Bispo Diocesano
e do Coordenador (a) de Pastoral terá a função
de refletir sua Ação Evangelizadora da Diocese
e preparar as reuniões do CODIPA, até mesmo
as propostas para a Assembléia Diocesana de Evangelização.
[topo]
9.
ESPIRITUALIDADE
Para
que este plano de Evangelização seja realmente
assumido é necessário que cada evangelizador
tenha uma espiritualidade que revele: Docilidade ao Espírito
Santo de Deus; Comunhão com Cristo Jesus, que nos leva
ao Pai; discípulo que se espelhe em Maria, a mais perfeita
discípula; que "tem seus fundamentos" na
palavra de Deus e na Eucaristia, nas celebrações
dos mistérios de Deus, na vida comunitária e
no serviço ao mundo. (Cf. DGAE n.º 338)
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10.
CONSELHO DE FINANÇAS E MANUTENÇÃO DAS
COMUNIDADES
Conselho
de Finanças será organizado segundo as normas
do Código de Direito Canônico. A Diocese fará
em todas as Paróquias e Comunidades as coletas para
a Solidariedade e para a Evangelização, conforme
decisão da CNBB;
A Coleta de Evangelização é destinada
ao trabalho evangelizador na Diocese: Formação
de lideranças; Apoio aos Agentes de Pastoral; e sendo
45% para o fundo de Evangelização da Diocese;
20% para o Regional e 35% para o Fundo Nacional de Evangelização;
A Coleta de Solidariedade será destina às Pastorais
Sociais da Diocese e os trabalhos com os excluídos,
60% será para o Fundo de Solidariedade da Diocese e
40% para o Fundo Nacional de Solidariedade.
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