Boa madrugada! Sexta-feira, 29 de de 2008 
Indice de Tópicos Gerais [voltar]
0. Apresentação

1. Objetivo Geral

2. Prioridades - Evangelização Inculturada

3. Eixos da Ação Evangelizadora

4. Ministérios

5. Exigência da Evangelização Inculturada

6. Dimensão Comunitária e Participativa

7. Evangelizadores

8. Organização Pastoral

9. Espiritualidade


10. Conselho de Finanças e
Manutenção das Comunidades
 

PLANO DE EVANGELIZAÇÃO DA DIOCESE DE IRECÊ
2003 - 2006


APRESENTAÇÃO (D. TOMMASO)

Saudações fraternas e amigas a todos vocês Sacerdotes, Religiosas, Leigas e Leigos.
A Igreja particular de Irecê se prepara para celebrar os seus 25 anos de existência e fiel à sua própria história procura continuar a caminhada de ser Igreja Missionária em comunhão e missão, evangelizada e evangelizadora.
Fortalecer a organização é favorecer na Diocese o processo de formar e renovar as comunidades.
Esta publicação nos leva a percorrer a Diocese, conhecendo o Plano Pastoral; as Paróquias e os seus Padres; as Coordenações de Pastorais na composição dos Zonais; os Seminários e os Institutos de Vida Religiosas.
É o guia para melhor participar na vida da Igreja que aqui e agora, na comunhão entre nós e com Cristo, se identifica como Diocese em missão.
Tomemos este impresso em nossas mãos, olhemos para o mapa e alegres, na Eucaristia e na Palavra de Deus, sejamos a Comunidade dos irmãos e irmãs de Jesus presentes na Diocese de Irecê.
Levemos à frente nossa Pastoral de Conjunto, dando novo vigor à nova evangelização.
A todas e a todos abençôo em nome do Senhor.

Dom Tommaso Cascianelli, C.P
Bispo Diocesano

INTRODUÇÃO

Reunidos em equipe, na cidade de Canarana - Bahia no dia 17 de janeiro de 2004, 10 pessoas, entre elas Cristãos Leigos e Leigas, Religiosos e Religiosas, Presbíteros e o Bispo Diocesano - Dom Tommaso Cascianelli, C.P- que desejam encarnar o tema da 14ª Assembléia Diocesana, que teve como relevância o novo documento de Ação Pastoral nas DGAE (Diretrizes de Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil). O objetivo desta reunião foi elaborar um Plano de Evangelização para a Diocese à luz das Diretrizes, destacando os princípios que devem dar unidade à Evangelização nesta Igreja particular:
1º - Organizar os trabalhos existentes em prol da Evangelização na Diocese, firmando em cada ação o Anúncio, Serviço, Diálogo e o Testemunho de Comunhão.
2º- Buscar pistas para dinamizar as Pastorais, em especial a Juventude e a Catequese.
3º - Fortalecer as Pastorais Sociais e a criação da CPT
A complexidade dos desafios que a sociedade coloca hoje aos evangelizadores, o documento sugere portanto, a distinção de três âmbitos ou áreas de ação: pessoa, comunidade e a sociedade. Para cada âmbito, foram formulados: o desafio; a proposta cristã; as pistas de ação. (cnf. DGAE)
Mais uma etapa do Planejamento Pastoral de 2003 a 2006 desta Diocese em prol da Evangelização. Esta é a síntese das contribuições recebidas dos Zonais com suas respectivas pastorais e movimentos. Com muito empenho e dedicação, procuremos aproveitar este material, de modo que possamos, passo a passo, delinear o perfil desta Diocese. Que nossas ações sejam constituídas com forte ardor missionário de forma participativa e eficaz

[topo]
1. OBJETIVO GERAL:

Evangelizar proclamando a Boa - nova de Jesus Cristo, caminho para a santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a caminho do Reino definitivo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Renovar a consciência da identidade e missão da igreja presente em Irecê.
  • Vivenciar a docilidade do Espírito para discernir os novos desafios em relação à pessoa, à comunidade e a sociedade.
  • Manter vivas e perseverantes as Comunidades Eclesiais.
  • Evangelizar com renovado Ardor Missionário frente às quatro pistas de ação: Serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, à luz da Evangélica Opção Preferencial pelos Pobres.

[topo]

2. PRIORIDADES - EVANGELIZAÇÃO INCULTURADA

Para que o anúncio do evangelho na realidade concreta do povo de Deus presente na Diocese de Irecê, aconteça, a Assembléia Diocesana assumiu alguns compromissos urgentes em nível de organização de Pastoral de conjunto a Pastoral da Juventude e a pastoral Catequética.

2.1. PASTORAL DE CONJUNTO E FORMAÇÃO

a. Dinamizar a Pastoral de Conjunto, criando e fortalecendo os Conselhos, Diocesanos, Zonais, Paroquiais e Comunitários, elaborando Planos de Evangelização, em cada Paróquia, buscando a integração de suas comunidades, dos Movimentos e Pastorais.
b. Formação integral de lideranças de cristãos leigos e leigas, objetivando em particular os aspectos Bíblicos, Teológicos, Sociais, Litúrgicos e Catequéticos.

2.2. DESTAQUE E PRIORIDADES PASTORAIS

A assembléia destacou a Pastoral da Juventude e a Pastoral Catequética, para receber uma atenção especial na Diocese e a mesma Assembléia solicitou a valorização das Pastorais Sociais com a criação da CPT (Comissão da Pastoral da Terra).

Lembretes:
1. As prioridades do Plano de Evangelização anterior foram: Pastoral do Dízimo, Pastoral Familiar e Pastoral Vocacional.
2. Diretrizes nº 198
3. Diretrizes nºs 23, 24, 32 34, 40

[topo]

3. EIXOS DA AÇÃO EVANGELIZADORA:

Objetivo:

Promover a conversão da pessoa à vida de fé, respeitando a sua dignidade
Contribuir no processo de definição da identidade da pessoa na sua dignidade e liberdade de filha de Deus no contexto de uma sociedade pluralista e empobrecida através do Serviço, diálogo, anúncio e Testemunho de Comunhão.

Desafios:

1. Pluralismo religioso (Insatisfação pessoal; falta de convicção)
2. Consumismo (Faz do ser humano um mercado)
3. Degradação Ambiental (Morte de rios, caça indiscriminada)
4. Falta de consciência política (Venda do voto, política dominadora que predomina o coronelismo)
5. Política Sindical (Sindicatos que até tem o que reivindicar, mas não tem proposta)
6. Resgate e valorização das famílias fortalecendo os valores sociais.
7. Enfraquecimento das comunidades tradicionais

PISTAS DE AÇÃO:

3.1 QUANTO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA:

Objetivo:
Ajudar as pessoas a alcançar seu desenvolvimento humano conforme o Plano de Deus, priorizando os mais pobres e excluídos.

Desafio: Promover na Igreja a igual dignidade de todos os batizados, incentivando a participação ativa de todos os fiéis e valorizando as diferentes vocações.

Serviço

a. A colhida e orientação ... escutar ajudar a encontrar uma solução
b. Atenção às necessidades básicas... alimentação, saúde, moradia..
c. Formação da juventude e de agentes para trabalhar com eles
d. Educação fundamental

Diálogo

1. Educar as pessoas para o diálogo
2. O diálogo tem como modelo o amor desinteressado e radical que Jesus ensinou e viveu
3. Amadurecimento na fé para compreender as outras religiões
4. Valorização do Diretório Ecumênico e promoção da Semana de Oração pela unidade dos cristãos.

Anúncio

1. O anúncio explícito de Jesus Cristo deve levar ao encontro com a pessoa de Jesus e ajudar a adesão a ele e o compromisso de segui-lo.
2. Incentivar a missão "ad gentes" e organização missionária nas Dioceses
3. Incentivar o anúncio pelos Meios Comunicação Social.
4. Anunciar a Boa Nova não é um ato de imposição, mas de testemunho de vida

Testemunho de Comunhão

1. Incentivar a formação de comunidades fraternas, e dentro delas, pequenas comunidades, com relações mais diretas e pessoais, articulação entre comunidades, pastorais, a prática das coordenações e das assembléias.
2. Desenvolver a consciência crítica, oferecendo informação e formação.
3. Valorização da ação de leigos/as como membros vivos da comunidade eclesial e testemunhas de Cristo no mundo
4. A valorização da presença da mulher na evangelização.

3.2. RENOVAR A COMUNIDADE

Objetivo: Criar condições para que as pessoas possam viver relações de solidariedade e de fraternidade que permitam sua plena realização humana e cristã.

Desafio: Busca de relações mais humanas frente: à fragmentação da vida, ao isolamento dos indivíduos, ao enfraquecimento das famílias, à diluição da vida comunitária, à violência.

Serviço

a. Educação à solidariedade e à fraternidade.
b. defesa dos direitos das famílias e das pequenas comunidades.

Diálogo

a. Respeito pela liberdade religiosa
b. Superar a discriminação racial
c. Empenho para superar toda forma de discriminação

Anúncio

a. A própria comunidade cristã deve ser ela mesma, anúncio. Comunidades vivas, de partilha, de serviço, de acolhida, de celebração, de caridade fraterna...

Testemunho de Comunhão

b. Atenção às boas relações entre instituição e comunidade: Nova estrutura para a evangelização, atendimento e acolhida, comunidades de base e outros grupos de evangelização
c. Valorização das pequenas comunidades, grupos e movimentos: como lugar mais humano, afetivo, acolhedor e de participação: espiritualidade e conjuntura

3.3. CONSTRUIR UMA SOCIEDADE SOLIDÁRIA

Objetivo: Valorizar as pequenas comunidades construindo uma sociedade solidária

Desafio: Incentivar iniciativas e práticas solidárias, reivindicando políticas públicas adequadas e participando na política, mostrando que o cristianismo é fermento de libertação da pessoa e de transformação e progresso da sociedade.

Serviço

a. Participar nas iniciativas da sociedade civil e instituições públicas- parcerias
b. Atender as necessidades reais e urgentes, estabelecendo prioridades

Diálogo

a. Diálogo e respeito às tradições culturais e religiosas dos povos indígenas e afros descendentes.
b. Promover o diálogo sobre as grandes questões éticas, as que atingem a vida.
c. Apoio às políticas que favoreçam a inclusão social

Anúncio

a. A coerência da vida dos cristãos com a fé. Cristianismo como fermento de transformação da sociedade
b. Atenção aos jovens como protagonistas da evangelização e artífices da renovação social

Testemunho de Comunhão

a. Educação para a solidariedade - formação na ação
b. Ações para superar as desigualdades econômicas, sociais na sociedade e no interior da própria igreja
c. Estudo da doutrina social da igreja

[topo]

4. MINISTÉRIOS

4.1. Ministério Palavra - está situado dentro do contexto do anúncio, do diálogo no serviço que gera comunhão. Ë necessário alimentar-se da palavra para tornar-se servo da mesma. Proclamação e escuta da palavra tem que ocupar o lugar central da liturgia, nela Cristo está presente. Deve-se ter o empenho de todos para que esta palavra seja ouvida e vivida com responsabilidade num conjunto de fé e vida, na formação bíblica, na catequese, na família, na escola, no trabalho e na vida social de modo geral, deve-se comunicar valores cristãos diante da pluralidade de culturas. A formação de pessoas competentes para assumir esta missão. "É pela pregação da palavra que todos tem acesso à fé"

4.2. Ministério da Liturgia - Momento que reúne a comunidade para celebrar a vida, alimentar a fé no louvor como manifestação e concretização da unidade na presença de Cristo, na força do Espírito Santo que convoca "A Eucaristia edifica a Igreja, e a Igreja faz a Eucaristia". Pela graça do Batismo os Cristãos tem o direito e a obrigação de participar de forma plena, consciente e ativa, das celebrações litúrgicas.
As comunidades valorizem a celebração dos tempos litúrgicos, ressaltando a espiritualidade e as atitudes próprias de cada tempo, sempre na perspectiva do mistério pascal.
Os sacramentos são sinais da comunhão com Deus em Cristo, que marcam com sua graça, momentos fortes da vida.
A veneração a Nossa Senhora, modelo dos discípulos e discípulas e dos Santos e Santas, seguidores de Jesus, aproxima-nos também de Cristo e mantém aberta no coração das pessoas, especialmente das mais pobres, à procura do Deus verdadeiro, Deus-Conosco.

4.3. Ministério da Caridade - O amor cristão tem duas faces inseparáveis: faz brotar e crescer a comunhão fraterna entre os que acolhem os bens e os que nada tem e a solidariedade que leva ao serviço dos pobres, ao cuidado para com os sofredores, o socorro de todos os que precisam, sem discriminação. É preciso ter cuidado para não atender apenas às antigas formas de pobreza, mas também às novas, que surgem em conseqüência das numerosas mudanças econômicas e sociais dos últimos anos e atingem novos segmentos da população. Não cair no assistencialismo paternalista. Mas fazendo com que o serviço da caridade envolva aqueles a quem servimos, não como objetos, mas como sujeitos da conquista de seus direitos como pessoas criadas à imagem de Deus. Assim, a escuta da Palavra, comunhão fraterna e compromisso com a justiça, alimenta e expressa a espiritualidade "batismal", que configura o cristão com Cristo e o faz viver como filho, irmão e servidor.

Lembretes:
Ministério da Caridade - Ler DGAE nº 19,37 e 39
Ministério da Liturgia - Ler DGAE nº 19, 26 e 28
Ministério da Palavra - Ler DGAE nº 19, 20 - 22 e 135

[topo]

5. EXIGÊNCIA DA EVANGELIZAÇÃO INCULTURADA

5.1 SERVIÇO E PARTICIPAÇÃO NA TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE PELO BEM DOS POBRES

Para uma Ação Transformadora, é preciso tornar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (Projeto "Queremos Ver Jesus") mais conhecida, através de estudos nas Paróquias, Zonais e Diocese, capacitando lideranças, no espírito de recepção criativa das mesmas.
É necessário viver as Diretrizes dentro da mística de cada Pastoral; expandir as ações das Pastorais Sociais para além das áreas de atuação tendo o documento como base .
Para vivenciar as DGAE é necessário uma evangelização encarnada na cultura do povo, visando as parcerias com os Sindicatos, Associações de Moradores, Poder Público, Iniciativa Privada, Conselhos Comunitários, etc.

Lembrete:
Ler DGAE nºs 123;155;156
E ainda 158;186;193

5.1.1 PASTORAL DA CRIANÇA.

É um organismo de Ação Social da CNBB., cuja finalidade é trabalhar a saúde, nutrição, e educação da criança do ventre materno aos 6 anos, envolvendo diretamente as famílias em suas comunidades. Esta organizada assim na Diocese: Coordenação Diocesana e equipe; Assessoria; Coordenação de zonal; Coordenação Paroquial e Equipe; Coordenação Comunitária; Líderes e Famílias.

5.1.2 PASTORAL SOCIAL

Para ser fiel à Opção Evangélica pelos Pobres a Assembléia pede que se dinamize a Pastoral Social especialmente entre os trabalhadores rurais que são os mais sofridos dos mais sofridos. Onde os agentes das Comunidades Eclesiais de Base sejam apoiados em suas iniciativas em favor dos trabalhadores rurais inclusive com a ajuda financeira do Fundo de Solidariedade.

Lembrete:
As pastorais sociais estão inseridas no ministério da caridade; nas pistas de ação 3.3. Construir uma Sociedade Solidária . Ler DGAE ministério da caridade nº 37s.

5.1.3. PASTORAL DE COMUNICAÇÃO

Diante do contexto deste novo milênio, onde se percebe uma sociedade dominada pela tecnologia e a economia competitiva, que está perdendo a Ética e Política, uma Sociedade exposta à massificação pelos meios de comunicação de massa; a Diocese incentiva à criação da Pastoral da Comunicação para buscar a realização de todo que neste meio possa facilitar a difusão da Boa Nova do Evangelho: Boletins informativos, programas de rádios, Internet, leitura crítica dos mesmos, etc.

5.1.4 CÁRITAS DIOCESANA:

É o trabalho da Ação Social realizado pela Diocese, apoiado pela Cáritas Nacional e Regional. Os benefícios recebidos via processo rotativo, visa atender famílias e comunidades carentes.
Cáritas Paroquial pode ter e seguir o mesmo perfil da Ação Social Diocesana, desde que desenvolvida e gestada com os mesmos objetivos. Tem autonomia própria para desenvolver a gestão dos seus trabalhos sociais. Os trabalhos sociais devem ser desenvolvidos em forma de mutirão com as famílias e em parceria com outras entidades como: Associações, Prefeituras, Escolas, etc. Prioridades da Cáritas Diocesana: Construção de Cisternas de Placas; Formação de lideranças; Promoção da Cidadania (Seminários, debates, etc); Apoio às Pastorais Sociais.

5.1.5. DIÁLOGO COM AS CULTURAS E OUTRAS RELIGIÕES

Para vivenciarmos a proposta das Diretrizes Gerais, na exigência do diálogo em nossa Diocese é necessário formar uma equipe diocesana de ecumenismo e diálogo Inter-Religioso, que trabalhe nas Paróquias e Municípios da Diocese o diálogo com os cristãos e não cristãos. Uma equipe que estude e assessore encontros nos Zonais e Paróquias da Diocese.
É importante promover encontros, trabalhos sociais que visem a defesa da dignidade humana e não a exclusão em parcerias cm outras religiões Cristãs e não Cristãs

5.1.6. COMIDI (Comissão Missionária Diocesana)

Visa animar e articular a Dimensão Missionária Diocesana, favorecendo o anuncio da Boa Noticia, com verdadeiro Ardor Missionário, numa Evangelização encarnada nas diferentes culturas.
Propriedades: Missões Populares; Motivar a ação missionária como um todo; Criação e animação Infância Missionária nas paróquias.

5.1.7 INFÂNCIA MISSIONÁRIA

Despertar na criança o desejo de ser missionário (a); que sejam sensíveis para com os direitos e os deveres do cidadão; firmar a cada dia seu papel na Igreja como batizados e chamados (as) à missão; Ajuda-los a fazer uma reflexão mais ampla da questão sócio-política e cultural na sua realidade local e do mundo.

5.1.8. CATEQUESE

A catequese, educação permanente da fé deve ser vivida como fonte de espiritualidade num processo de educação pessoal e comunitária progressiva e contínua.

5.1.9. PASTORAL DA LITURGIA

É uma realidade em muitas Paróquias e nos Zonais. A Assembléia deve incentivar a organização da Pastoral da Liturgia em nível Diocesano. Para promover a animação da vida litúrgica através de cursos de liturgia e canto pastoral.

[topo]

6. DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA

6.1. CEB's (Comunidades Eclesiais de Base)

As CEB's se organizam em pequenas comunidades e grupos que refletem a realidade Sócio-Política-Econômica-Cultural, respeitando as diversidades, a partir da palavra de Deus, com o objetivo de criar uma consciência crítica, visando a transformação desta sociedade capitalista, através dos articuladores diocesanos, zonais e paroquiais.

6.2. PASTORAL DA JUVENTUDE

A PJ visa o protagonismo dos jovens na comunidade numa ação transformadora dos jovens que vivem numa situação de morte e exclusão, capacitando-os para a vivência de uma espiritualidade encarnada e participativa em vista do revigoramento da fé e do testemunho. Coordenação Diocesana composta pelos coordenadores dos zonais; Assessoria: Uma Diocesana( geral) e dos Zonais.

6.3. PASTORAL FAMILIAR

É a Ação Evangelizadora direcionada às famílias, que se realiza na Igreja de forma organizada e planejada, por meio de agentes específicos, com metodologia própria.
Principais objetivos:
* Evangelização da família e sobre a família;
* Oferecer instrumentos necessários para a formação e promoção da família;
* Fornecer orientações para a vivência familiar;
* Levar a todos a boa nova do sacramento do matrimônio;
* Transformar a sociedade pela obra de evangelização humana e cristã.

6.4. PASTORAL DO DÍZIMO.

Fundamento, espiritual bíblico - devolver o dízimo é uma forma de reconhecer a Deus como Senhor de todas as coisas e também para receber suas bênçãos; Identidade: Ato de fé e partilha; Finalidade - Manutenção da Igreja.
" Continuar a desenvolver a Pastoral do Dízimo nas Paróquias, estendendo-se às comunidades e organizando uma equipe Diocesana para assessorar os trabalhos realizados nas paróquias.
" Que haja prestação de contas mensal para todos, de modo claro e simples, para favorecer uma melhor participação.
" Buscar outras formas de arrecadação, evitando laços com aproveitadores (politiqueiros e outros), que possam prejudicar a caminhada evangélica e livre da comunidade.
" Favorecer a partilha entre todos, atentos aos mais necessitados, sem cair no assistencialismo e paternalismo.
" Em cada Paróquia crie-se o Conselho Econômico Paroquial.

6.5. PASTORAL VOCACIONAL

O Senhor chama em vista de uma missão especial a serviço do povo de Deus. Chama como quer, quando quer e a quem quer. O Pai escolhe, o Filho chama e o Espírito Santo envia para a missão (cf.doc. Congresso Vocacional).
A Pastoral Vocacional da Diocese busca vocacionalizar as Comunidades, Pastorais e Movimentos de modo que todos se sintam chamados a viver sua vocação humana, cristã e especifica, seja assumindo um ministério ordenado ou um ministério não ordenado na comunidade cristã.

6.6. PASTORAL DOS SACRAMENTOS

Objetivo: Visa despertar a consciência do compromisso sacramental, tornando-se sinal de pertença comunitária através do testemunho de vida e missionária; Fortalecer esta Pastoral elaborando novos critérios e normas quanto: Formação para pais e padrinhos; definição quanto ao tempo necessário para formação dos catequizandos e administração dos sacramentos.

6.7. ECC (Encontro de Casais com Cristo)

É um serviço, a igreja para co-agilizar as famílias primeiro núcleo da inculturação e da evangelização " a Igreja Doméstica" e " Santuário da Vida" é para despertar os casais e preparar as pastorais, devidamente integrados na Pastoral de Conjunto da Diocese.
São três as etapas:1º Encontro - Despertar, evangelizar e missionar. 2º encontro - Catequético é o aprofundamento para os engajados, e os que desejam se engajar. 3º encontro: Compromisso - transformados, para o que busca mudar as estruturas injustas da sociedade. Só que na Diocese só tivemos a primeira etapa (exclusivamente) Paroquial (Serviço).

6.8. RCC. (Renovação Carismática Católica).

Tem como identidade do seu "Ser Igreja" a experiência do Pentecostes que transforma vidas, gera o impulso missionário para a evangelização que é realizada com a implantação dos carismas, para que a fé não seja fundamentada na sabedoria humana, mas no poder de Deus. Contamos hoje com a E.P.A. ( Escola Paulo Apóstolo ) nove grupos de oração e proposta de implantação das secretarias: Ágape (família) Marta ( promoção humana) Marcos ( jovens) David ( música) para fazer acontecer a pastoral de conjunto.

6.9. APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Identidade: Oração e Ação, que é um componente chave para o sucesso espiritual do povo de Deus; Sua estrutura e organização vem do Nacional, difundindo-se até as comunidades. Existe a mais de um século na nossa Diocese e tem como finalidade de incentivar o amor pelo coração de Jesus conscientizando as famílias a se consagrarem ao Coração de Jesus para crescerem na fé e no amor através do exemplo do filho de Deus.

6.10. LEGIÃO DE MARIA.

Preparar equipe Diocesana para a formação; Promover encontros; Retiros - mostrando espiritualidade da Legião de Maria; Dedicação a formação de lideranças, objetivando os aspectos bíblicos, litúrgicos e espirituais

6.11. MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA

"O banquete eucarístico , estimula, de fato quem nele participa a comprometer-se na missão, para que a todos seja dado conhecer o Evangelho da Salvação e o convite a alcançar os seus frutos"
Tem como objetivo avivar as comunidades nos cultos; Auxiliar os sacerdotes na distribuição da Eucaristia; Confortar e animar os doentes, ajudando-os a valorizar seus sofrimentos pela união com Cristo sofredor e ressuscitado.

6.12. PASTORAL DO IDOSO

Tem como objetivo:
* motivar todas as pessoas para que iluminadas pelos valores evangélicos, sejam construtoras de novas estruturas e que assegurem a valorização integral às pessoas idosas e respeito aos seus direitos.
* Chamar à atenção das pessoas e da sociedade em geral no que diz respeito às responsabilidades de todos em relação às pessoas idosas, de modo que cada um se sinta motivado a assumir o seu papel.

6.13. CPT (Comissão da Pastoral da Terra)

A CPT , tem como objetivo de sua ação ser uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e efetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra, para estimular e reforçar seu protagonismo em suas lutas pela reforma agrária e agrícola e sempre na vontade de ser "fiel ao Deus dos pobres, a terra de Deus e os pobres da terra", engajando-se na construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna.
Por isso a CPT:
" Apóia a retomada da terra por parte dos povos indígenas e comunidades
" Contesta o latifúndio, seja produtivo ou improdutivo, por ser sempre concentrador e excludente.
" Apóia a busca, captação e acesso à água, principalmente para as populações do semi-árido nordestino e a luta pela preservação dos rios e lagos das populações ribeirinhas.
" Reivindica o direito ao trabalho e à sua dignidade, contra o desemprego, a precarização das condições de trabalho, o trabalho escravo e infantil.
" Participa ativa e organizadamente da indignação nacional contra todas as formas de violência e impunidade e da construção de uma justiça a serviço do povo.
O trabalho da CPT é um trabalho de base que busca priorizar a convivência fraterna com o Povo, a formação integral dos trabalhadores e trabalhadoras e agentes e a memória dos mártires da terra.

6.14. DIRIGENTES E ANIMADORES DO CULTO:

Afervorar e coordenar com sabedoria e disposição o culto dominical e a vida cristã da comunidade.

[topo]

7. EVANGELIZADORES

7.1. CDL

É a organização integrada de representantes das Pastorais e Movimentos visando a vivência harmoniosa dos carismas e ministérios. (conforme doc. 62 CNBB doc. leigos). Como entidade e representatividade eclesial dentro da Igreja visa está empenhada na formação integral da vivência sacramental dos Leigos como também interagir nas necessidades de transformações da nossa sociedade. É uma Sociedade Civil de âmbito Diocesano sem vínculo político partidário, nem fins lucrativos, que congrega e representa conforme estatuto. Assumimos as Diretrizes da Ação Evangelizadora na Igreja no Brasil.


7.2. MINISTÉRIO ORDENADO (Presbitério)

É o elo visível de ligação entre as diversas categorias do povo de Deus. Tem papel decisivo para impulsionar a Igreja para a Evangelização. Espera-se dele um especial esforço no desempenho de sua missão e na animação da Comunidade Evangelizadora; Deus está prioritariamente ao serviço do "Sacerdócio Comum" dos fiéis, para isso, precisa de formação permanente e profunda espiritualidade, numa perspectiva missionária. Cabe ao Presbitério presidido pelo Bispo, a fundamental tarefa de unir e motivar a todos os membros da Comunidade Diocesana a assumirem, com generosidade este "Imenso Mutirão Evangelizador", destacando o protagonismo do Cristão Leigo ( RNM88).

7.2.1. COLÉGIO DOS CONSULTORES

É o grupo de Presbíteros escolhido pelo Bispo Diocesano para serem os primeiros colaboradores do Bispo nas decisões que o mesmo deve tomar

7.3.VIDA CONSAGRADA (CRB) ( Conferência dos Religiosos no Brasil ).

É um serviço de animação da V.R. e está organizada em regionais e estes em núcleos Diocesanos, onde é dinamizada a vida religiosa através dos objetivos e orientação da CRB. Nacional, caminhamos em sintonia com a Igreja particular.

[topo]

8. ORGANIZAÇÃO PASTORAL

8.1 CODIPA (Conselho Diocesano de Pastoral)
O Conselho Diocesano de Pastoral é formado pelo Bispo Diocesano, Padres, Coordenadores dos Zonais, Coordenadora da CRB, Presidente do Conselho Diocesano de Leigos (as) e por todos os Coordenadores ou Diretores Espirituais das Pastorais, Associações, Organismos ou Movimentos Eclesiais que consta no Organograma de Evangelização da Diocese de Irecê.
O Conselho deve eleger um Coordenador (a) para cada um dos 3 Eixos da Ação Evangelizadora na Diocese, o Coordenador (a) da Comissão será membro do CODIPA.

8.2 EQUIPE DE PASTORAL DIOCESANA

É um grupo de reflexão que a convite do Bispo Diocesano e do Coordenador (a) de Pastoral terá a função de refletir sua Ação Evangelizadora da Diocese e preparar as reuniões do CODIPA, até mesmo as propostas para a Assembléia Diocesana de Evangelização.

[topo]

9. ESPIRITUALIDADE

Para que este plano de Evangelização seja realmente assumido é necessário que cada evangelizador tenha uma espiritualidade que revele: Docilidade ao Espírito Santo de Deus; Comunhão com Cristo Jesus, que nos leva ao Pai; discípulo que se espelhe em Maria, a mais perfeita discípula; que "tem seus fundamentos" na palavra de Deus e na Eucaristia, nas celebrações dos mistérios de Deus, na vida comunitária e no serviço ao mundo. (Cf. DGAE n.º 338)

[topo]

10. CONSELHO DE FINANÇAS E MANUTENÇÃO DAS COMUNIDADES

Conselho de Finanças será organizado segundo as normas do Código de Direito Canônico. A Diocese fará em todas as Paróquias e Comunidades as coletas para a Solidariedade e para a Evangelização, conforme decisão da CNBB;
A Coleta de Evangelização é destinada ao trabalho evangelizador na Diocese: Formação de lideranças; Apoio aos Agentes de Pastoral; e sendo 45% para o fundo de Evangelização da Diocese; 20% para o Regional e 35% para o Fundo Nacional de Evangelização;
A Coleta de Solidariedade será destina às Pastorais Sociais da Diocese e os trabalhos com os excluídos, 60% será para o Fundo de Solidariedade da Diocese e 40% para o Fundo Nacional de Solidariedade.

[topo]

© 2003 - 2004 : : Todos os direitos reservados